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Memorial do Imigrante e Paranapiacaba.

Fotografia de época não se faz só em estúdio. Quando o cenário permite, seu aproveitamento leva à perfeição no Retrato de Época. No nosso caso temos dois dos mais clássicos cenários do Brasil à mão. Fotografar nestas locações também facilita nos casos em que a pessoa não quer sair nas ruas e se expor trajando as roupas antigas, ou mesmo quando está chovendo, ou há toda uma classe escolar para fotografar, cinquenta crianças em série...

Nosso estúdio no Memorial do Imigrante desfruta do próprio prédio, instalações e entorno como cenário. Criado em 1998, o Memorial ocupa parte do edifício da antiga Hospedaria de Imigrantes, onde eram recebidos os estrangeiros que chegavam ao Brasil pelo porto de Santos, para, geralmente, ocuparem postos de trabalho em fazendas de café pelo interior do Estado.

Começamos no Memorial, me lembro até hoje, vindo certo sábado, há onze anos, para preparar a cobertura de um evento, a própria inauguração do museu. Estava aqui o secretário Marcos Mendonça, a quem fui apresentado. O Memorial estava sendo reaberto após a grande reforma por que passou... No domingo, dia do evento, conheci a então diretora, Midory Kimura Figuti, e então chegou o governador Mário Covas na composição especial vinda da Luz, tracionada pela locomotiva a vapor 353, a Velha Senhora...

Decidi conversar com a diretora sobre trabalhar aqui aos fins de semana... e aqui estou! Sou integrante da Associação Amigos do Memorial do Imigrante, e onde vou divulgo o Memorial... as pessoas agora me conhecem daqui, e não mais dos shoppings...

Uma foto feita em estúdio é uma coisa. Feita com o cenário autêntico destes museus, é outra; as pessoas sempre levam as duas. São muitas opções de cenários. No Memorial, temos os jardins, os carros antigos, a fazendinha de café... se a pessoa quiser ser retratada como colono do café é possível de ser feito, há a própria fachada - o prédio tem 120 anos - a sua estação ferroviária com o trem, local em que de fato havia o desembarque dos imigrantes, que é, aliás, o primeiro local que sugiro para retratar as pessoas.

Paranapiacaba é uma outra paixão. Estou lá no Museu Ferroviário Funicular desde que a ABPF São Paulo passou a gerenciar o museu.

Era ali que os trens passavam a ser tracionados pelos cabos movidos à máquinas fixas para descer (e subir) a Serra do Mar, entre São Paulo e Santos, transportando desde os imigrantes até o próprio café para exportação e as riquezas que este proporcionava. Durante certo tempo, o Brasil passou por ali.

Em Paranapiacaba fazemos as fotos dentro do museu ou na vila. No museu temos como cenários a própria Maria Fumaça, que faz passeios lá, e as máquinas fixas do primeiro e do segundo sistemas funiculares, bem como os depósitos onde estão locomotivas e carros, como a locomotiva 15, o decauville, o carro fúnebre, o guincho, e lá, quando passamos com as pessoas trajadas de época, é um show... as pessoas na vila olham e parece que estamos fazendo um filme...

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O Processo. O Guarda-Roupa. A Mobília. Os Acessórios.

Sempre produzi minhas fotos da maneira formal e clássica, revelando o filme, impressionando o papel fotográfico e fazendo as viragens em sépia. A mudança para o digital deu-se à custa de alguma relutância. Uma hora começou a faltar papel, o processo digital estava lá... Ainda acho o processo tradicional, especialmente no preto e branco, muito bom, diferente da foto digital. Mas o processo digital evoluiu tremendamente, e claro que é o que uso hoje, como regra.

As fotos de época digitais que produzo são processadas em laboratório fotográfico, em papel fotográfico. Então são tão duráveis quanto as fotos antigas, e eu dou garantia. Minha garantia vale enquanto eu ou meus sucessores estivermos trabalhando. Eu guardo os negativos ou arquivos digitais, todos numerados - caso haja qualquer problema na foto do cliente, a foto será reprocessada.

Meus estúdios são muito bem servidos. São onze anos só no Memorial do Imigrante. As roupas aqui estão em vários tamanhos, e a pessoa não troca de roupa - veste o traje por cima da sua roupa, como se fosse um macacão ou avental, no melhor estilo dos fotógrafos americanos que fazem o mesmo trabalho. Apenas não se trocam os sapatos.

Eu sou um cara fuçador. Visito bazares e brechós constantemente, mesmo porque, com o uso, as coisas também vão estragando, principalmente chapéus, e o material tem de ser reposto. Nos brechós compro camisas, já comprei calça e traje completo por 1 real.

Este vestidinho rosa para meninas é um exemplo... ele não tinha gola e nem mangas, era um outro modelo, então eu o comprei, por 5 reais, e a costureira o adaptou para este fim. Essa costureira que trabalha para mim é muito especial, e adapta as peças que uso com muita qualidade e criatividade.

A experiência no trabalho levou a isto. A escolha das peças originais e as adaptações de peças novas para este fim vão se adequando à necessidade. Escolho tecidos que não precisem ser passados, então as peças são lavadas e basta secá-las - as peças são desenvolvidas juntas, como o colete preso à camisa que só tem frente, com velcro para fecho. Todos os coletes já estão com a correntinha do relógio, alguns já tem até a gravata...

Qualquer passeio que eu faça pelos centros das cidades é uma pesquisa por roupas e acessórios o tempo todo. Outro dia mesmo, passando pelo Bom Retiro vindo de um evento, reparei numa placa em uma casa: "Bazar Beneficente"... Ah, na mesma hora eu parei e entrei... Essas oportunidades não se pode deixar passar... Afinal, muitas vezes não se acha nada, mas quando se acha, vale a pena.

Veja este baú verde médio: achei em Piracicaba. O porta chapéus ao lado é outro achado, e eu o uso exatamente para o que foi feito; quando vou a um evento é assim que levo parte dos chapéus, leques, lencinhos e pequenos acessórios... Há um baú verde grandão que achei no lixo, em Higienópolis. Aliás, achei dois. Passando na rua eu os vi, separei e pedi para um porteiro guardá-los enquanto buscava o carro para carregá-los...

Aqui no estúdio as fotos podem ser produzidas usando-se diferentes roupas, chapéus, cenários e mobília. Os diversos fundos são papéis de parede que se usava na época. Há uma escrivaninha com máquina de escrever, diversas cadeiras, baús, malas, penteadeira, telefone antigo, câmeras fotográficas de fole e com tripé de madeira e acessórios femininos e masculinos, como bengalas, broches, leques, brincos, camafeus e sombrinhas.

Em meu estúdio as pessoas podem ser retratadas em pé ou sentadas à frente dos fundos de época, ou à escrivaninha, ou datilografando, ou podem ser elas próprias fotógrafas com as câmeras antigas... Podem se maquiar e se pentear...

O material que disponho é tão vasto que foi suficiente para montar no Memorial do Imigrante, a convite da direção, o Ateliê do Fotógrafo, reprodução do que seria um ateliê fotográfico no século XIX, fazendo parte da exposição permanente.

Na sequência abaixo vê-se as etapas da produção de um Retrato de Época no Memorial do Imigrante, desde a escolha do vestuário, sua adaptação até a escolha do cenário, no caso, externo, à frente da Locomotiva Nº 5. Agradecemos à D. Zlatica de Farias, de Belo Horizonte, que gentilmente permitiu o acompanhamento e a publicação destas fotos.

Foto Fernando Rebelo, Núcleo de Fotografia de ParanapiacabaFoto Fernando Rebelo, Núcleo de Fotografia de ParanapiacabaFoto Fernando Rebelo, Núcleo de Fotografia de Paranapiacaba

Foto Fernando Rebelo, Núcleo de Fotografia de ParanapiacabaFoto Fernando Rebelo, Núcleo de Fotografia de ParanapiacabaFoto Fernando Rebelo, Núcleo de Fotografia de Paranapiacaba

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Tels: (11) 9.9729.6991 ou (11) 3459.8363
E-mail: fernando@retratosdeepoca.com.br


A Retratos de Época atende no Memorial do Imigrante, na Mooca, São Paulo,
de terças a domingos e nos feriados, das 10 às 17h,
e no Museu Ferroviário Funicular, em Paranapiacaba, Santo André,
sábados, domingos e feriados, das 10 às 17h.


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